<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152</id><updated>2011-07-27T15:35:55.045-02:00</updated><title type='text'>Beth De Leo</title><subtitle type='html'>Um Olhar Multissensorial de um Cotidiano Fragmentado</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bethdeleo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-7317023757080930272</id><published>2011-07-27T15:34:00.000-02:00</published><updated>2011-07-27T15:35:55.057-02:00</updated><title type='text'>Definindo Necessidade - Objetivo - Tarefa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Quando a gestão pública não define a necessidade da população e, consequentemente, o objetivo a ser atingido, fica difícil planejar as ações para realizar a tarefa da melhor forma. Vejam o caso do tal projeto que liga o Retiro ao Aeroporto, com pedágio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Para mim, a necessidade de Salvador hoje é dar qualidade de locomoção aos seus cidadãos e não reduzir quantidade de carros. Se temos qualidade no transporte público, incluindo segurança, naturalmente deixaremos o carro na garagem para o final de semana e usaremos o mais econômico. Redução da quantidade de carros nas vias públicas será uma consequência natural da ação. Caso contrário, continuaremos no engarrafamento. O tal projeto apenas distribui os carros em mais uma via a ser construída e aqueles que não tem carro continuam sofrendo para cumprir horário ou mesmo aproveitar seu momento de lazer. O governo não estará atendendo a uma necessidade da população, que é a sua missão como governo. Viu como é importante identificar claramente a necessidade antes de pensar em solução? Erramos o alvo e gastamos dinheiro público equivocadamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Por outro lado, o governo municipal traz um projeto de melhoria do transporte público interessante e não tenho a menor esperança que será realizado, pela nossa grande experiência nesses 11 anos do metrô fantasma.E aí? O governo estadual, no seu programa AgendaBahia, poderia compartilhar a necessidade da população com o governo municipal, unindo forças e recursos, inclusive economizando ambos também, ao invés de projetos diferentes e com objetivos diferentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;font-size: 11px; line-height: 16px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Será que estou divagando muito, querendo muito ou desejando muito ver minha cidade ser administrada melhor, permitindo que cada habitante possa viver uma cidadania plena, com a liberdade, qualidade e segurança de ir e vir preservadas, por uma gestão eficaz, simplesmente isso, EFICAZ? Vamos utilizar os meios eletrônicos para demonstrar nossa indignação, nossas opiniões, nossas ideias. Vamos compartilhar cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-7317023757080930272?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7317023757080930272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7317023757080930272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2011/07/definindo-necessidade-objetivo-tarefa.html' title='Definindo Necessidade - Objetivo - Tarefa'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-5169791541226768208</id><published>2011-04-10T21:23:00.002-02:00</published><updated>2011-04-10T21:28:45.816-02:00</updated><title type='text'>Falando de Flores...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Rosas, “onze horas”, margaridas, tafetões, ixórias e bromélias resolveram fazer um encontro semanal, para pensar conjuntamente como se organizar em forma de mandala ao redor da estátua de Vênus.  Era um presente a todos que passavam e apreciavam a beleza da deusa. Elas estavam motivadas com a tarefa e as reuniões aconteciam ao cair da tarde, perto do lago, quando o sol já sumia no horizonte. O jardineiro ficava por perto e acompanhava aquele movimento de cores e aromas, deixando seu vasto conhecimento perceber a hora de fazer alguma intervenção para facilitar o processo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Em uma das reuniões, as rosas falam como era importante elas ficarem numa posição onde somente sentissem o sol pela manhã, pois suas folhas eram muito frágeis e finas e os raios solares mais quentes podiam queimá-las. As “onze horas”, por sua vez, dizem que o que dá em Chico não dá em Francisco, pois sem o sol mais forte sua beleza não poderia ser vista nem apreciada por quem passasse; elas literalmente não se abriam em flor. Todas riem com a brincadeira. As bromélias refletem como a história de cada uma - sua origem de países diversos, a textura das folhas e a grossura dos caules, determinam como cada uma pode se expor ao sol e deixar toda a beleza surpreender os transeuntes. Também lembra como algumas espécies de bromélia não são apreciadas por estarem suspensas em árvores, pela necessidade que têm de sombras em frondosas copas. As ixórias falam de sua origem indiana e como se adaptaram bem ao calor do nordeste brasileiro e até receberam um carinhoso apelido de “rosa do sertão”. Elas se sentem felizes com a homenagem e lembra que dialeticamente as rosas não podem ser do sertão pelas suas características nórdicas, de clima mais ameno. &lt;i&gt;“É interessante como aqueles que nos apreciam têm uma imagem nossa associada à outra flor que muitas vezes em nada se parecem. Formam um jardim imaginário no seu mundo interno onde nem sempre estamos bem colocadas e criam expectativas que não podemos atender.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Algumas reuniões já haviam acontecido, quando um dia a margarida fala de um sentimento que há muito lhe incomoda: &lt;i&gt;“muitas vezes quando as pessoas passam por mim, olham e dizem que pareço rosa, como se toda a minha especificidade não fosse valorizada. Gosto muito das amigas rosas e sei o quanto somos diferentes na essência, mesmo que nos confundam. Sei que não são elas que tiram meu brilho e sim a forma como as pessoas me vêem. Talvez pensem que rosas são mais chiques do que margaridas. Sabe-se lá! Mesmo assim prefiro ser vista como margarida, que sou, a do campo, que em tantas paisagens dão um colorido primaveril às obras de arte.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;O jardineiro nesse dia resolveu intervir e trouxe ao grupo a reflexão de como estava o grupo e sua mútua representação interna.  As flores tafetão disseram que as rosas e margaridas sempre lhe incomodavam, pois na presença delas ninguém olhava muito para suas formas e cores. As bromélias disseram que muitas vezes as outras nem sabiam que elas eram flores, pelas suas folhas mais encorpadas e seu habitat diferente e isso lhes deixavam inseguras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;Vendo como as colegas estavam fragilizadas, as rosas também falaram dos seus sentimentos. “Muitas vezes se criam expectativas além daquelas que podemos atender dentro da nossa história. Nem sempre abrimos como desejam, nem sempre cheiramos tanto como imaginam, nem sempre somos tão belas como fantasiam as estórias e livros e lidar com isso também traz um incômodo, um sofrimento.. Mesmo assim continuamos rosas, com toda a nossa essência de rosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt; O jardineiro sinaliza o término da reunião daquele dia, dizendo a todas que o grupo refletiu sobre seus sentimentos e histórias e que assim era o processo para a construção da tarefa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-5169791541226768208?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5169791541226768208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5169791541226768208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2011/04/falando-de-flores.html' title='Falando de Flores...'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-8506121258365035959</id><published>2011-02-23T12:59:00.001-02:00</published><updated>2011-02-23T13:01:23.414-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:16.0pt;line-height:115%;mso-ansi-language: EN-US"&gt;“Lixo Extraordinário”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A Possibilidade de Reciclar Ideologias e Atitudes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O documentário “Lixo Extraordinário” de Vik Muniz, artista plástico brasileiro internacionalmente reconhecido, permite a cada um de nós uma profunda reflexão sobre o olhar da sociedade – quer dizer de nós mesmos - sobre o ser humano que está à margem da dinâmica política e econômica do nosso país, em pleno século XXI. A ideia de Vik e do grupo que torna o documentário possível era fotografar pessoas comuns que sobrevivem do que catam no lixão do Jardim Gramacho no Rio de Janeiro - maior aterro sanitário aberto do mundo - transformar essas fotografias em arte, a partir do uso de materiais recicláveis coletados e perceber como a arte modificaria suas vidas. É  aconvivência com as pessoas que permite conhecer seu cotidiano, suas histórias, suas perdas e sonhos, tornando o documentário tão comovente. Eis uma ótima oportunidade de fazer a crítica da vida cotidiana, revendo os conceitos da psicologia social de Pichon Riviere:  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt;IDEOLOGIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt; – Os “personagens reais” fazem parte da parcela da população menos favorecida economicamente, morando em condições subumanas, sem água potável, rede de esgoto, casebres de madeira e papelão onde famílias de quatro ou cinco integrantes dividem o mesmo espaço. São invisíveis aos que estão gozando dos direitos humanos tão em voga na pauta internacional. Uma das catadoras tinha emprego, assim como seu marido, e depois de ficar desempregados, não houve outra solução imediata a não ser catarem materiais no lixão para sobreviver. A possibilidade de inserção no mercado de trabalho ficou distante diante das filas em programas governamentais. Somos um país que não usufruiu da política de “bem estar social”, onde o poder público garante educação e saúde para os cidadãos, e sofremos a incoerência das exigências cada vez maiores para se trabalhar dignamente, sem a devida escolaridade exigida pelo mercado de trabalho. Além de invisíveis, cada vez mais desassistidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt;CONDIÇÕES CONCRETAS DE EXISTÊNCIA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt; - No início do documentário acompanhamos a história de uma jovem que aos 19 anos tem dois filhos, cujo pai das crianças é envolvido com drogas e, por isso, não moram juntos. Ela não estudou muito, os filhos moram com a avó e quinzenalmente ela deixa o lixão para levar dinheiro para eles. A minha filha tem 22 anos, estuda biomedicina, tem casa, comida e roupa lavada, o que permite a ela se dedicar integralmente aos estudos e projetos profissionais futuros, além de usufruir de uma vida social saudável. O que distingui tanto a vida de duas jovens bonitas e com sonhos? São as condições concretas de existência de cada uma; a falta de uma estrutura mínima de moradia, educação, saúde e emprego para os pais, tira de uma jovem a infância e a adolescência, quando esta vai morar com o companheiro aos 12 anos de idade. Isto não é determinismo e sim a total ausência do poder público que pune os menos favorecidos. Voltamos então à questão ideológica, onde as causas estão intrinsecamente ligadas em rede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt;PROTAGONISMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height:115%"&gt; – O ser humano está inserido em um contexto sócio-histórico, onde é produto e também produtor do seu meio. Em meio a tanto absurdo, um dos jovens entrevistados - Sebastião - indignado, resolveu abrir uma associação de catadores juntamente com um amigo da comunidade. Para todos os demais moradores, Tião era um idealista, um sonhador. Ele não desistiu, saiu da queixa e agiu. Como protagonista, mobilizou os catadores, fez passeata em frente à Prefeitura, conseguiu ser ouvido, organizou na associação o entreposto de venda dos materiais recicláveis com empresas e indústrias de plástico e papelão, organizou uma biblioteca com a ajuda de “Zumbi”, outro catador que se encarregava de &lt;i&gt;salvar&lt;/i&gt; os livros em meio ao lixo, dentre outras iniciativas. Ao ser protagonista, Tião saiu da queixa e conectou-se com o que tinha e não com a falta, para dar início ao processo de conscientização dos catadores, resgatando sua dignidade e autoestima. A falta foi a sua maior motivação! Com parte da venda do quadro onde foi o manequim, Tião ampliou a biblioteca, comprou computadores e qualifica os catadores com novos conhecimentos para quando o aterro for desativado em 2012. Ele fez a diferença a tal ponto, que hoje é o representante do movimento nacional dos catadores de material reciclável e já organizou o primeiro encontro nacional da classe.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ao pensar em fazer uma intervenção artística na comunidade, Vik se vê mobilizado pela força e dignidade de todos, pelos exemplos de solidariedade como o da senhora que era cozinheira e, fazendo sol ou chuva, sob tenda de lona e panelas velhas catadas no lixão, fazia a refeição das pessoas com o que elas encontravam em “bom estado”, diga-se, não deteriorado. Sem conseguir manter tanto a distância ótima, relata várias vezes que foi pobre na infância e sempre alimentou o sonho de ser artista. Quando conseguiu atingir o sucesso, queria ter o máximo de coisas, chegando a comprar quinquilharias desnecessárias. Com o tempo e a maturidade, incluiu o olhar social no seu trabalho e vem fazendo isso desde então. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt; line-height:115%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Dialeticamente, em uma das cenas do documentário, Vik diz para Tião que não sabe como as pessoas pagam tanto pelo seu trabalho. Quem sabe uma dose de incômodo com a realidade tão distinta entre o mundo da arte e as condições de vida da maioria da população do seu país e de outros países por onde sua arte circula. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-8506121258365035959?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8506121258365035959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8506121258365035959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2011/02/lixo-extraordinario-possibilidade-de.html' title=''/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-8990845238205480727</id><published>2010-10-05T23:01:00.002-02:00</published><updated>2010-10-05T23:05:36.021-02:00</updated><title type='text'>Desabafo Verde e Amarelo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;    &lt;w:splitpgbreakandparamark/&gt;    &lt;w:dontvertaligncellwithsp/&gt;    &lt;w:dontbreakconstrainedforcedtables/&gt;    &lt;w:dontvertalignintxbx/&gt;    &lt;w:word11kerningpairs/&gt;    &lt;w:cachedcolbalance/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;   &lt;m:mathpr&gt;    &lt;m:mathfont val="Cambria Math"&gt;    &lt;m:brkbin val="before"&gt;    &lt;m:brkbinsub val="--"&gt;    &lt;m:smallfrac val="off"&gt;    &lt;m:dispdef/&gt;    &lt;m:lmargin val="0"&gt;    &lt;m:rmargin val="0"&gt;    &lt;m:defjc val="centerGroup"&gt;    &lt;m:wrapindent val="1440"&gt;    &lt;m:intlim val="subSup"&gt;    &lt;m:narylim val="undOvr"&gt;   &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" qformat="true" name="heading 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 7"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 8"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" name="toc 9"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="35" qformat="true" name="caption"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="10" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" name="Default Paragraph Font"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="11" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtitle"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="22" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Strong"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="20" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="59" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Table Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Placeholder Text"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="1" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="No Spacing"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sou assistida por médicos amorosos e competentes e estou indignada ao ver tantas pessoas privadas de saúde pública de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com a Saúde do brasileiro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Durmo tranqüila ao ver meus filhos acolhidos e confortáveis em suas camas quentes e tenho insônia ao imaginar tantas crianças sem lares, em camas improvisadas de papelão, somente acolhidas pela escuridão da noite.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com cada criança que será o futuro do Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trabalho motivada e bem remunerada, transmitindo, àqueles com quem interajo, os conhecimentos que acredito serem valiosos e sinto-me constrangida ao ver cidadãos brasileiros que mal conseguem ler e compreender um texto e mendigam alguns reais para alimentar a si e sua família.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com a Educação que dá dignidade ao cidadão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Agradeço a Deus todos os dias a pintura da natureza que contemplo da janela do meu quarto e penso sobre a qualidade de vida das pessoas que partilham paredes úmidas e rachadas em favelas e barracos perigosamente localizados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com a Habitação daqueles que também pagam impostos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sou respeitada e bem tratada em cada local que adentro e fico estarrecida com o preconceito social e racial que permeiam as relações no cotidiano da minha cidade, do meu Estado, do meu país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com a isonomia que está na Constituição? Pré - requisito de uma democracia plena?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Faço planos com meu marido: viagens de férias, cursos de aperfeiçoamento, uma nova casa e vejo com tristeza cidadãos brasileiros ocupando a mente não com sonhos, mas com o fantasma do desemprego, da falta de qualificação técnica, da exclusão social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com a Saúde Mental dos cidadãos brasileiros?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fico sensibilizada com a ingênua fé do povo, quando pede a Deus aquilo que cabe aos gestores públicos proverem e revolta-me precisar recorrer ao Ministério Público para fazer valer o direito de Jandira, nossa querida colaboradora, de ser internada e operada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O que acontece a todos os brasileiros que por ignorância não usufruem dos seus direitos de cidadão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fico impressionada ao ver as classes abastadas discorrendo sobre as cenas de violência com tanta naturalidade em suas televisões HD de 42 polegadas, enquanto as classes menos favorecidas presenciam crimes ao vivo e a cores na porta de suas casas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por onde anda a consciência de coletividade e a empatia pelos brasileiros que viram estatística diariamente nos meios de comunicação?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pago escola particular para meus filhos, enquanto a grande maioria das crianças e adolescentes do Brasil enfrenta salas de aula públicas sem recursos tecnológicos modernos, professores mal remunerados, salas sem cadeiras confortáveis, cantinas a espera de merenda escolar, simplesmente por falta de comprometimento dos governantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem se importa com um planejamento público eficaz com o imposto arrecadado, pago por cada brasileiro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Este desabafo é apenas o registro da minha mais profunda indignação; indignação pelo desrespeito amplo, geral e irrestrito que eu tenho presenciado, ouvido e principalmente sentido, quando o meu olhar se amplia, se colore de verde e amarelo e se defronta com instituições públicas carentes do espírito do dever cívico, do servir àqueles que são sua razão de existência – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o cidadão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há mobilização se não houver conscientização do que significa ser um cidadão, conhecedor dos seus direitos e deveres. Para isto, somente a Educação pode ampliar horizontes; tornar cada um protagonista do seu presente e do seu futuro; fortalecer as comunidades e associações na busca pela qualidade de vida dos seus integrantes; permitir usufruir plenamente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a dignidade, a inclusão, a cidadania. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Convido a todos para acordar diariamente com um olhar mais crítico da nossa vida cotidiana, pois somente assim poderemos nos indignar e tomar atitudes que tornem a vida mais completa não somente como cidadãos, mas principalmente como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;seres humanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vamos problematizar o que está tão naturalizado, tão aceitável, tão comum. Assim criaremos o saudável hábito de pensar sempre, de dialogar sempre, de fazer sempre o outro ouvir pontos de vista diferentes, de questionar sempre o que é normal, padrão, de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não se acomodar.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: verdana; font-weight: bold;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;“A gente não quer só comida&lt;/em&gt;. A gente quer comida, diversão e arte”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-8990845238205480727?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8990845238205480727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8990845238205480727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/10/desabafo-verde-e-amarelo.html' title='Desabafo Verde e Amarelo'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-7909184715416653161</id><published>2010-08-19T17:42:00.001-02:00</published><updated>2010-08-19T17:43:27.563-02:00</updated><title type='text'>80 Anos de muita dedicação - Para minha tia Angé</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Angelina quer dizer descendente de anjos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Como  tia Filomena estava inspirada ao colocar-lhe este nome! Como toda mãe  tem um sexto sentido, um canal aberto com Deus, tia Filomena não tinha  dúvidas que sua filha tinha uma missão muito especial – ser médica. Ser  médica é ser um anjo na Terra, é um papel, dentre tantos outros da nossa  vida, que se faz onipresente, pois vem com o desafio de cuidar,  acolher, ouvir, ficar atento ao outro nos seus momentos mais frágeis,  mais marcantes. E você, Drª Angelina, soube e continua sabendo exercer  este papel com toda maestria, com toda sabedoria, com todo amor, mesmo  quando se desnuda da profissão e ri ou chora a emoção que vem da alma  apenas de Angé, a tia querida por todos nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Como  diz o significado de seu nome de origem latim... “você está sempre  pronta a se aventurar, cheia de energia, com uma personalidade ativa e  decidida. Não vê graça numa vida sem desafios. E por ser uma líder por  natureza, atrai as outras pessoas com seu entusiasmo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Querida  tia Angé, o álbum da minha família tem tantas fotos suas...aliás,  faltou a foto que você me segurava na maternidade, na sala de parto, com  meus cinco quilos. Seria a primeira de toda a minha história. Mas logo  depois tem você me segurando na casa de minha avó Elvira, tem você  comemorando meu primeiro ano, segundo, terceiro, minha comunhão, meus  quinze anos, minha formatura, carregando meus filhos pequenos ao  nascerem, sim, pois além das fotos no quarto do Hospital Espanhol, lá  estava você e Dr. Paulo a contar piadas enquanto eu fazia força para ver  o rostinho dos rebentos que chegavam – Giulia e Pedro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Além  das fotografias, meu coração é cheio de prazerosos momentos na casa de  meus avós na Barroquinha, comendo a famosa macarronada italiana, fatias  de parida, tomando vinho com água que parecia suco de uva; na casa da  Amaralina, em dias natalinos, aniversários, regados a muita risada com  sua habilidade em contar “causos” e piadas juntamente com tia Regina. E  também de momentos muito especiais, quando a solidariedade, a entrega, o  carinho, o laço de família tão forte que nos une, se fez presente e tão  importante na partida de meu avô Francisco, de minha avó Elvira, de  minha mãe Anita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Saúde  e Paz! Parabéns pelos 80 anos de uma vida admirada por todos nós. Que  possamos colocar ainda muitas novas fotos em nossos álbuns e encher  nossos corações de alegria com novas conquistas, novas histórias, novas  aventuras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;"  &gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Que Deus continue a iluminar a sua vida, os seus caminhos, suas palavras...sua alma que descende de anjos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-7909184715416653161?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7909184715416653161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7909184715416653161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/08/80-anos-de-muita-dedicacao-para-minha.html' title='80 Anos de muita dedicação - Para minha tia Angé'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-3082107403179518608</id><published>2010-05-02T15:06:00.002-02:00</published><updated>2010-05-02T15:17:57.738-02:00</updated><title type='text'>Esporte nada Espetacular</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A propaganda de cigarro foi proibida nos carros de fórmula I há alguns anos atrás, com os seguintes argumentos coerentes: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 - O esporte não deve estar vinculado ao hábito de fumar, uma vez que tal hábito traz sérias conseqüências à saúde do fumante, diferentemente do esporte que promove a saúde física e mental.&lt;br /&gt;2 - Quando associamos um hábito nocivo ao esporte, estamos enviando uma mensagem subliminar estimulando tal hábito no público que prestigia o esporte, principalmente os jovens, que são bastante abertos a novas experiências e modismos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, o Ministério da Saúde proibiu qualquer divulgação, em mídia de massa, do cigarro.&lt;br /&gt;Estou relembrando esses fatos, já incorporados ao cotidiano dos brasileiros, para trazer a tona o mesmo assunto de hábitos nocivos associados a esporte, desta vez na minha terra – Salvador – onde os dois principais times do Estado – Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória – fecharam acordo de patrocínio com a Brahma, já bastante divulgado em out-doors pela cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O juíz, quando analisa um processo que tem uma jurisprudência sobre o assunto em questão, ou seja, não existe uma lei específica, mas os demais juízes entendem que tal postura ou procedimento é legítimo, conclui o parecer com base nos mesmos parâmetros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Será que neste caso, a mesma proibição aplicada ao automobilismo é pertinente, sendo a empresa do ramo de bebida alcoólica e os times de futebol? O que diferencia o cigarro da cerveja, a fórmula I do futebol? Para mim...NADA. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Sendo o futebol um esporte popular, onde 10 entre 10 homens gostam e muitos jogam, esta parceria criará uma mensagem ao inconsciente coletivo de que a prática do esporte - jogar bola - e beber são compatíveis. Ledo engano!!! Todos sabemos que a prática de qualquer esporte requer disciplina e um controle do famoso tripé da saúde: boa alimentação – sono de qualidade – consumo mínimo de bebida alcoólica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Por que será que os jogadores de qualquer esporte ficam em concentração antes das partidas? Por que será que todos os atletas e aqueles humanos normais que praticam esporte seguem um cardápio mais elaborado e balanceado? Por que será que nas famílias onde os pais bebem diariamente ou com maior freqüência, os filhos tendem a seguir o mesmo modelo? &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma imagem de um banner ou de um out-door, uma publicidade em revista ou rádio, valem mais que mil argumentos lógicos, pois elas são estudadas por especialistas em comunicação e marketing para levar o indivíduo a desejar imediatamente uma cerveja gelada; é quase um mantra entoado na entrada dos estádios, nos bares ou botecos, onde a turma vai assistir ao jogo; na casa do amigo onde a galera vai torcer pelo seu time: &lt;strong&gt;Bahia – Brahma...Vitória – Brahma&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E depois do jogo, o que acontece? Os mesmos meios de comunicação que divulgam exaustivamente os produtos dos patrocinadores dos times ao longo do jogo, começam a divulgar as notícias sobre as diversas brigas, acidentes e muitas vezes até mesmo atentados, que acontecem ... por causa do excesso de bebida dos torcedores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tem ou não tem algo errado? Onde está o bom-senso, a lógica, a voz uníssona de médicos, psicólogos e juristas quando são entrevistados e alertam dos malefícios da bebida? Como definir o que é beber socialmente? O que é beber socialmente? Quantas doses de uma bebida correspondem ao socialmente? Como não se deixar seduzir frente à mensagem das propagandas? Como dissociar esporte de bebida, no país do futebol, quando estas empresas representam uma gorda fatia de receita disputadíssima pelos meios de comunicação? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;A principal característica dos meios de comunicação em massa é a sua abrangência, sua capacidade de alcançar um brasileiro do Iapoque ao Chuí, seja pelas imagens da telinha ou pelas ondas de rádio. Quando se permite a associação de bebida a um esporte tão popular como o futebol, a mensagem que fica é: Beba e torça pelo seu time. A bebida que se escolhe é a do patrocinador – você tem alguma dúvida? – que é mencionado e repetidamente mencionado a cada dois minutos de jogo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A única e cruel verdade é que, ao terminar o jogo, além de latas e garrafas vazias, que caberá aos garis recolher, corre-se o risco de apenas sair nas manchetes dos jornais o número de vítimas muitas vezes fatais que o maior esporte do planeta proporcionou, apagando o brilho das belas jogadas dos craques do nosso país do futebol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-3082107403179518608?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bethdeleo.blogspot.com/feeds/3082107403179518608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/05/esporte-nada-espetacular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/3082107403179518608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/3082107403179518608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/05/esporte-nada-espetacular.html' title='Esporte nada Espetacular'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-4217527212673022544</id><published>2010-03-30T15:22:00.001-02:00</published><updated>2010-03-30T15:27:25.594-02:00</updated><title type='text'>Construindo Pontes entre Sócrates e a PNL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Sócrates, o grande pai da filosofia ocidental, conhecido pela célebre frase - “só sei que nada sei”, nos deixou como aprendizado de seus famosos diálogos, questionar o próprio saber. Ele ouvia seu interlocutor com atenção e depois esmiuçava cada resposta, buscando o significado das palavras. E a cada esmiuçada, surgia uma nova pergunta e assim continuava. Claro que um diálogo tão profundo, tão atento às palavras e seus sentidos, leva as pessoas a uma espécie de catarse, a uma possibilidade de autoconhecimento, possibilidade esta que surge quando ouvimos a nós mesmos e ao ouvir a nossa voz ecoar no espaço, temos a oportunidade de repensar aquilo que acabamos de dizer, de reestruturar nossas ideias e as emoções embutidas, devolvendo-as renovadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;É nesse momento que o método de Sócrates, que viveu bem antes de Cristo, ecoa e tem paralelo na Programação Neurolinguística. Para esta ferramenta da comunicação, a audição cuidadosa é a grande qualidade de um interlocutor. Quando realmente estamos atentos ao que o outro diz, temos a preciosa percepção da realidade que ele constrói, seu mundo interior. Podemos retroalimentar esse diálogo, nos entregando a resposta que surge, sem julgamentos nem críticas, apenas penetrando neste mundo interior para destrinchar e buscar entender o significado de cada palavra, as emoções contidas nela, muitas vezes suprimidas e sufocadas, que berram aos nossos ouvidos. Ao destrinchar, devolvemos a reflexão em forma de uma nova pergunta. E neste momento, construímos a ponte que permite esse encontro de almas e de ideias, absorvendo um pouco do outro e deixando um pouco de nós nas nossas indagações.  Existem várias técnicas que permitem fazer esse processo – metamodelos e metaprogramas – que ajudam a identificar os padrões que codificam a ideia em linguagem, ou seja, que traz esse mundo interior à tona, à luz do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Outro ponto que Sócrates e a PNL têm em comum, diz respeito ao fato do processo ser num tom completamente respeitoso. Para a Programação Neurolinguística, uma comunicação de excelência é ecológica, ou seja, é uma relação de ganha-ganha, onde o respeito é o pilar para se construir a ponte entre duas pessoas que dialogam e não um muro. A ponte permite que o outro venha a mim e eu possa ir ao outro; o muro impõe limites e barreiras intransponíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A comunicação clara e atenta, compreendendo-se o que mais de subjetivo existe – ideia e emoção, que é socrática e o cerne da PNL, faz-se necessária e urgente nos dias atuais, quando a informação compacta, superficial, trazida pelos meios de comunicação em massa – rádio e TV – passa a ser a opção mais rápida de “entender” o mundo para grande parte da população. Este informação é prática, fácil de ser colocada nas conversas corriqueiras do nosso vai-e-vem diário e aí está o grande perigo: verbalizar sem realmente refletir, questionar, não é o mesmo que absorver, sorver cada palavra, seu sentido mais amplo. Para isto, são necessárias pelo menos duas pessoas. Para isto, é imprescindível dialogar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O fato é apenas um registro, algo relevante que pode mudar rumos, uma indignação que pressupõe uma ação imediata ou uma denúncia que mobiliza? Só o diálogo permite a reflexão; só ele nos move, arregimenta mais pessoas, muda a história.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;E o que mais me deixa atônita atualmente é a percepção de que as pessoas andam meio alienadas, anestesiadas, robotizadas, pouco à vontade com a arte do diálogo, do expor o que se pensa e se permitir um novo pensar a partir do que o outro traz. Repensar e reconstruir juntos algo que passa a ter o DNA dos dois, o olhar dos dois. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Um dos meus passatempos preferidos é a leitura; de bula de remédio à literatura, nada escapa às minhas indagações, dúvidas, curiosidades. Gosto de conversar com pessoas que amam os livros, que pensam o que dizem, refletem e permitem o refletir conjunto. Pessoas inteligentes, interessadas em temas variados que muitas vezes parecem dissociados como economia e gastronomia, música e educação, política e anticoncepcional, teatro e futebol. Esse cardápio exótico degustado a dois é muito mais excitante quando praticamos o diálogo no seu mais profundo significado socrático, pois traz a leveza indescritível da sensação de que quanto mais conversamos, mais sabemos que nada sabemos, pois cada olhar é apenas um único olhar, incompleto quanto à percepção do todo, mais rico quando dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;Praticar Sócrates é um convite à cidadania, pois, no fundo no fundo, temos todos os mesmos temores e as mesmas esperanças e somente pelo diálogo temos a possibilidade de construir um mundo melhor, mais justo e digno de se viver. Conhecer a Programação Neurolinguística é um ótimo investimento na arte de se comunicar bem e, principalmente, na arte de lidar com gente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-4217527212673022544?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4217527212673022544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4217527212673022544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/03/construindo-pontes-entre-socrates-e-pnl.html' title='Construindo Pontes entre Sócrates e a PNL'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-7248244337488801660</id><published>2010-03-01T10:55:00.001-02:00</published><updated>2010-03-01T10:58:15.093-02:00</updated><title type='text'>Olhar Inquieto ao Som de Moraes Moreira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Marina Colasanti em &lt;em&gt;“Eu sei, mas não devia”,&lt;/em&gt; fala sobre nos acostumarmos tanto com as coisas que acabamos por esquecer a essência da experiência. Diz ela: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. ...”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi exatamente nela que pensei quando brinquei o Carnaval de Salvador este ano.&lt;br /&gt;Sou soteropolitana e desde minha infância participo do Carnaval da minha terrinha. Meus pais e tios foram foliões animados, daqueles que faziam fantasias iguais. Meus avós maternos moravam na Barroquinha, centro histórico da cidade, e desde quinta-feira, na abertura do Carnaval pelo Rei Momo, já entrávamos no clima da alegria momesca. Fiquei em bancos ao longo da Avenida Sete de Setembro, colecionei fitas do bloco “Os Internacionais”, circulava no calendário os dias que faltavam para a grande festa. Quando adolescente saí em blocos com trio - Papaléguas e Pinel. Deixava o bloco para comprar água ou cerveja, proporcionando uma renda extra para os ambulantes que, ao contrário de mim, estavam trabalhando. Vi nascer o Chiclete com Banana a partir da banda Escorpius do bloco Traz os Montes; vi Luiz Caldas com seus Acordes Verdes marcar a era do Carnaval contemporâneo, com o fricote; ouvi Ademar tocar Ave Maria na avenida; cantei várias e várias vezes, e canto até hoje, “minha menina Eva”. Adoro o Carnaval - sua alegria, sua espontaneidade, os homens vestidos de mulheres, mal ajambrados em saltos altos e batons carmim, o som eletrizante dos trios que invadem nossa audição e nossa alma com a genialidade de Armandinho Macedo, a beleza cênica de Daniela, a percussão de Brown, sem contar com a emoção de ver o Ilê passar, trazendo a beleza negra em seu esplendor, a história cantada em músicas poéticas ou poesias musicadas. &lt;strong&gt;Será que dá para entender tanto amor a uma festa onde não podemos contar com o luxo de banheiros e comida de excelente qualidade; onde o calor é grande, além de ficar pé em torno de 10 horas seguidas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estou com 45 anos e tanto a euforia quanto o pique não diminuíram ao longo do tempo. Hoje a segunda geração – minha filha adolescente - já brinca e gosta da folia tanto quanto eu e meu marido.  No entanto, o meu olhar teima em trazer algumas reflexões importantes. Claro que o nosso Carnaval, que era mais nosso do que hoje, acompanhou as mudanças tanto do perfil do folião, hoje mais brasileiro do que apenas baiano, como a gestão da festa, antes blocos de amigos e vizinhos, hoje empresas altamente rentáveis, principalmente com a profissionalização das bandas, artistas internacionalmente consagrados. Como imperativo para gerir tantas demandas como segurança, logística, saúde, transporte e outros, que urgem num evento tão gigantesco como a maior festa de rua do mundo, os patrocínios deixaram de ser apoiadores discretos e passaram a  ser co-gestores. Assim como camisas de jogadores de futebol estampam as empresas ao lado do escudo dos times, estamos nós a dividir o espaço da rua, da decoração dos trios, dos abadás, dos acessórios de mão e cabeça, com empresas patrocinadoras da grande folia.&lt;br /&gt;Vocês então hão de perguntar: &lt;strong&gt;Qual o problema de tanta inquietação afinal?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pois bem, o Carnaval de rua como o nosso é uma manifestação multicultural, multiracial, multisocial e todos os multi que se fizerem apropriados. Essa mistura tão diversificada sempre foi o grande charme, o ápice da liberdade de expressão de todas as “cores e bolsos” da nossa população. No entanto, para atender aos outros brasileiros que prestigiam nossa festa, estamos importando camarotes luxuosos e completamente desconectados com a essência do nosso carnaval. Eles são ótimas acomodações para o desfile das escolas de samba do Rio e de São Paulo, onde, como a própria palavra diz, é um desfile para o expectador apreciar a evolução da escola, seus figurinos, a música tema do ano. &lt;strong&gt;Nós somos participação, pé no chão, seja no bloco ou como “pipoca”, apelido carinhoso daqueles que não saem em blocos, que sentem no corpo a vibração dos trios e a alegria contagiante dos foliões.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Além disso, que saudade do colorido dos acessórios chamados “mamãe-sacode”, hoje substituídos por kits de promoção de produtos das empresas patrocinadoras, gerando uma grande poluição visual nas nossas avenidas. Alguns trios nem mais colocam o nome do bloco, pois o logotipo das empresas toma os espaços.&lt;br /&gt;Para completar a distorção que talvez esteja passando despercebida por nossos gestores públicos e por empresários do ramo carnavalesco, trago à reflexão a necessidade de caminhões de apoio dentro dos blocos. Apoio de que e para quem? Um caminhão tão grande quanto o trio para levar ao longo da avenida os convidados e familiares dos patrocinadores, da banda e dos dirigentes do bloco, além de bar andante e posto médico? Por que nossas ruas públicas podem dar tanta comodidade a essas pessoas, enquanto os demais foliões contam com os postos médicos dispostos pela Secretaria da Saúde e todos os bares e vendedores ambulantes credenciados pela prefeitura para o Carnaval? À eles se permite um tratamento diferenciado?&lt;br /&gt;Sugiro que pensemos urgentemente em trazer a manifestação cultural como a essência da nossa festa, pois assim os gestores públicos estarão devolvendo parte dos circuitos aos “foliões pipoca” e para todos aqueles que querem apreciar sem ter a obrigatoriedade de pagar por isso. Vale lembrar que são os impostos de todos os cidadãos que bancam esta grande festa e propicia uma propaganda gratuita para os governos municipal e estadual, dada a repercussão nacional e internacional do evento.&lt;br /&gt;Este ano comemoramos os 60 anos da invenção do trio elétrico de Dodô e Osmar e os 25 anos do Carnaval contemporâneo. Relembramos músicas que fazem parte da história de cada folião como eu. Músicas de Moraes Moreira, Armandinho, Caetano Veloso, Banda Mel, Banda Cheiro de amor, Bloco Eva, Bloco Asa de Águia, ilê Ayiê, Apaches do Tororó, Timbalada e tantos outros. Vimos Pepeu Gomes, Márcia Short, Gerônimo, Tonho Matéria. Foi um grande encontro de gerações, daqueles que escreveram e continuam a escrever a história da maior festa de rua do mundo, que digo com orgulho, que é a festa da minha terrinha. E foi na pipoca ao som de Moraes, que eu encerrrei meu Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Talvez por insistir em não me acostumar, meu olhar teime em se inquietar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-7248244337488801660?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7248244337488801660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7248244337488801660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/03/olhar-inquieto-ao-som-de-moraes-moreira.html' title='Olhar Inquieto ao Som de Moraes Moreira'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-5453124481872958419</id><published>2010-01-11T21:35:00.003-02:00</published><updated>2010-01-11T21:38:01.191-02:00</updated><title type='text'>Não choveu na horta da Educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.” São com estas palavras de Paulo Freire que eu faço minhas reflexões sobre o abismo existente entre a fala e as ações dos nossos governantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou será dos cidadãos do nosso país também?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias de chuva nas cidades brasileiras trazem a costumeira conversa matinal sobre os engarrafamentos, as bocas-de-lobo entupidas, as ondas de água suja e barrenta que não perdoam os pedestres a caminho do trabalho ou dos seus afazeres, as encostas apinhadas de construções irregulares, despejando aqueles que não deveriam estar ali. A mídia, se não fossem os lugares diferentes, poderia até reprisar a mesma reportagem do ano anterior, onde tristeza, sofrimento, desespero se fundem ao descaso dos governantes. Os cidadãos, por sua vez, colocam as mãos na cintura e com o olhar perdido, como num transe, buscam forças para retomar suas vidas, muitas vezes mutiladas pela perda de familiares e amigos. No Rio de Janeiro, a cena de espanto do Governador Sérgio Cabral com a mão encobrindo a boca quando chegou à Angra dos Reis, é a síntese silenciosa da imensa distância entre o cargo e a eficácia da gestão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os depoimentos de técnicos e expertises nos meios de comunicação têm abordado a falta de projetos e planejamento a longo prazo para moradia popular, infra-estrutura básica – saneamento e esgoto e prevenção de catástrofes. Mais uma vez, a questão primordial do nosso país, o pilar de toda qualidade de vida que os cidadãos de países desenvolvidos usufruem, é deixada para trás, nem é mencionada como a raiz profunda de tantos e recorrentes problemas – &lt;strong&gt;EDUCAÇÃO&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só preservamos o que conhecemos. Pois é o conhecimento que cria um vínculo com o objeto observado. Só podemos preservar a integridade da vida dos nossos familiares e os demais da comunidade a qual pertencemos, se temos conhecimento dos nossos direitos e deveres como cidadão. Somente a educação amplia esta percepção, por meio da formação escolar e acadêmica, que traz o mundo da leitura e das múltiplas interpretações dos fatos que nos cercam. Somente a educação fortalece nossa identidade como agente transformador que também se transforma num movimento sinergético, criando um círculo virtuoso de responsabilidade, respeito, unidade. Somente a educação permite a organização de sociedades civis sérias e pró-ativas que exigem, fiscalizam, mudam as regras e as leis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem a educação ficamos não num círculo virtuoso e sim num círculo vicioso. Continuamos no vicioso hábito de jogar lixo pelas janelas dos carros e transportes urbanos; lançar entulhos em áreas proibidas, muitas vezes de preservação; sem reciclar TODO o resíduo que produzimos; sem manter as praias limpas após um lindo dia de verão ou uma ótima noite de reveillon; sem o conhecimento necessário para construir e habitar locais permitidos; jogando pneus em rios que deveriam abastecer nossas torneiras sem tantos processos químicos de limpeza, num interminável desperdício de água e energia; levando meia hora para tomar banho; descartando indiscriminadamente eletrodomésticos e outros equipamentos sem a percepção do prejuízo que causamos a natureza. Enfim, vivemos robotizados, inanimados, seres sem consciência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembra a conversa matinal? Ninguém se dá conta que o engarrafamento, o entupimento das bocas-de-lobo e as ondas barrentas e sujas acontecem exatamente por causa da nossa falta de educação, aliada à ineficiência dos governantes. A fala e as ações estão em freqüências diferentes, não combinam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Se nossa fala e nossas ações fossem sincronizadas, uma ecoando a outra, nossas manhãs de chuva seriam motivo de alegria para encher as cabeceiras dos rios; molhar a grama dos jardins públicos e privados; tornar um domingo excelente para dormir até mais tarde; ver um filme comendo pipoca; ler um ótimo livro com o arranjo musical dos pingos que batem nas janelas e soleiras. E mesmo assim, se houvesse engarrafamento, ouviríamos as notícias da manhã não mais pelos problemas “de sempre”, mas talvez por causa dos motoristas não tão acostumados a dirigir em dias chuvosos. Mas aí é outra conversa....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-5453124481872958419?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5453124481872958419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5453124481872958419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2010/01/nao-choveu-na-horta-da-educacao.html' title='Não choveu na horta da Educação'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-19802859453890950</id><published>2009-12-22T12:39:00.002-02:00</published><updated>2009-12-22T12:46:33.263-02:00</updated><title type='text'>Adeus Ano Velho...Feliz Ano Novo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;O calendário, seja ele solar ou gregoriano, foi inventado pelo homem com a finalidade de contar o tempo, algo que sirva de referencial para a nossa existência e a do mundo.  É a simbologia do dia/mês/ano que nos permite avaliar os nossos feitos e rever os planos daqueles que estão por vir; registrar os momentos de alegria e lembrar os momentos de aprendizado e dor; fazer os rituais de passagem para a adolescência, o primeiro namorado, o primeiro emprego, vestibular, formatura, casamento, primeiro filho, as primeiras rugas, as mudanças do corpo e da mente. É o instrumento que utilizamos para fazer o balanço da vida: &lt;strong&gt;quanto já caminhamos? Quanto será que falta caminhar? Estamos mais para a vida terrena ou para a vida eterna?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adeus Ano Velho...Feliz Ano Novo...Que tudo se realize, no ano que vai nascer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Será que cada um de nós internaliza cada palavra da famosa canção natalina? &lt;strong&gt;Estamos dispostos a dizer adeus ao velho e receber o novo de braços abertos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio que este seja o grande desafio, o grande presente que podemos nos dar para vivenciar intensamente a prosperidade do novo ciclo e usufruir das novas oportunidades. Só de mãos abertas acenamos para alguém que encontramos. Somente de braços abertos podemos dar um caloroso abraço em um amigo ou ente querido. Apenas de coração aberto estamos prontos para aceitar o outro como ele é, com suas qualidades e diferenças na forma de pensar e agir. Para que corpo, mente e alma estejam em sintonia, em movimentos sincronizados, é importante praticar alguns valores filosóficos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flexibilidade&lt;/strong&gt;, capacidade de sair do seu ponto de vista e passear pelo espaço do ponto de vista do outro. Olhar com o olhar do outro, sem julgamento, apenas experienciando este novo olhar. Assim, podemos compreendemos o outro e podemos aceitar ou não a sua opinião, surgindo daí o diálogo respeitoso para a construção de uma ideia conjunta. A flexibilidade traz intrínseca a prática do &lt;strong&gt;respeito ao indivíduo&lt;/strong&gt; e suas crenças.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cooperação&lt;/strong&gt;, operação conjunta, união de pessoas com foco no mesmo resultado. O movimento da cooperação é mais atual do que nunca, quando temos um planeta de 6 bilhões de habitantes que necessitam de água, comida, moradia e emprego para viver de forma digna. É o olhar mais a ação em prol de um mundo melhor para todos, da unidade como seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solidariedade&lt;/strong&gt;, comunhão de atitudes e sentimentos, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora. É a nossa força interior que emerge quando deixamos o sentimento de unidade nos comandar, quando sentimos na carne o que o outro sente, quando nos vemos em seu lugar. É a qualidade humana mais nobre e mais visceral.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como meu presente de Natal para todos vocês, deixo o convite para a prática da &lt;strong&gt;confraternização&lt;/strong&gt; no seu dia-a-dia. Confraternizar que significa unir, conviver ou tratar como irmãos; ter os mesmos sentimentos, crenças ou ideias, e se não forem tão iguais, aceitar as diferentes manifestações do outro com amorosidade e humildade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois o Natal, festa originalmente pagã no antigo Egito, é um ótimo momento para entendermos que todas as religiões levam a um mesmo Deus, buscam as mesmas salvações, os mesmos paraísos que encontramos quando olhamos para dentro de nós mesmos, o nosso templo interior de luz, sem espaço definido, nem tempo com data marcada em nenhum calendário criado pelo homem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Que venha 2010 e que tenhamos dois mil e dez motivos para sermos felizes e prósperos!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-19802859453890950?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/19802859453890950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/19802859453890950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/12/adeus-ano-velhofeliz-ano-novo.html' title='Adeus Ano Velho...Feliz Ano Novo...'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-1145367705770426477</id><published>2009-11-20T22:48:00.001-02:00</published><updated>2009-11-20T22:51:49.048-02:00</updated><title type='text'>Tempo...Tempo...Tempo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Quando adolescente, costumava dizer que seria o máximo ter dezoito anos com a maturidade dos 40. Como eu poderia saber o que era maturidade e ainda por cima o que era ter 40 anos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Temos a ilusão que controlamos o tempo, essa medida criada pelo homem para organizar a vida e medir sua própria existência. Será que foi criando o tempo que começamos a questionar a vida? Será que quando os homens da caverna contavam as luas, eles já tinham crises existenciais, dúvidas do “ser ou não ser”, julgamentos rígidos sobre seus atos, erros e acertos? Será que foi a modernidade dos relógios de pulso, de cabeceira, de computador, de despertador que nos tornaram escravos do “mais um dia na minha vida” - o que fiz ou o que não fiz?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando eu era garota, era libertador pensar que tudo podia. Não pensava sobre o tempo – apenas vivia minhas aventuras, as fantasias de ser “Jeannie” do seriado “Jeannie era um gênio” ou Samantha do seriado “A Feiticeira”. Poder mexer o nariz ou cruzar os braços e ver os meus desejos realizados: ser mais bonita, ter roupas descoladas, ver o príncipe encantado chegar fazendo uma declaração de amor, enfim, coisas de menina. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O tempo foi passando, ops, olha eu falando dele e os seriados ainda eram os mesmos; a programação não era tão diversificada e renovada como nos dias de hoje. Eram duas emissoras – Aratu e Tupi. Eu até sabia, aliás, ainda sei, a música que tocava quando começava a programação: “Bom dia, bom dia, Bahia do meu coração, Canal 4 está chegando em seu lar, TV Aratu está no ar”. É verdade, a televisão saia do ar e retornava no dia seguinte, nada parecido com a programação atual de 24 horas ininterruptas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bem, deixando os devaneios, o tempo foi passando e a imagem que eu fazia de mim como uma gênia ou uma feiticeira era uma doce fantasia, que passou a alimentar outros desejos – como adolescente e para não fugir da regra, queria estar formada, morando sozinha, nada de casamento nem filhos, com uma profissão de sucesso, viajando, enfim, livre, fora das asas dos pais. Minha geração foi adolescente nos anos 80 e nada era mais normal do que querer a liberdade total; eram as discotecas, as danças coreografadas, a sensualidade permitida nas novelas, filmes americanos, músicas de crítica social e política. Questionávamos tudo, fazíamos grandes debates, líamos livros de escritores que nos faziam refletir sobre o status quo, as desigualdades. Nada parecido com a geração 2000 que continua na casa dos pais como se fosse hotel, usufruindo do bom e do melhor, pensando em mba’s, cursos de pós, cursos para concursos, namorados dormindo nos quartos com direito a café da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É incrível como personagens da infância transformam-se em âncoras. A ancoragem é um processo de associar algo a uma sensação interna particular que nos fortalece, nos estimula, nos impulsiona ao movimento. Hoje quando fico indignada com a pobreza da maioria da população que me cerca; quando fico triste e comovida com a infância interrompida de tantas garotas mães aos 13 anos; quando comparo a estética dos grandes empreendimentos com as paredes de tijolos dos casebres dos bairros periféricos e de baixa renda; quando vejo tantos pais sem instrução suficiente para conquistar um emprego digno para manter sua família; quando assisto às guerras civis na África, com a epidemia de AIDS deixando tantos africanos órfãos; quando me irrito profundamente com a corrupção nas esferas políticas do nosso país, fecho os olhos e penso como seria bom ser a feiticeira dos seriados. Bastaria torcer o nariz, ou apontar o dedo, e a periferia pobre do meu país se tornaria uma periferia digna de cidadãos honestos e trabalhadores; as crianças e pré-adolescentes estariam em escolas públicas de qualidade, turno integral, aprendendo artes, música, dança, cidadania; as casas teriam espaço suficiente para os pais criarem seus filhos, com parques e área verde no bairro; homens com instrução e empregos dignos para proporcionar à sua família o bem estar que alimenta os sonhos; com uma varinha mágica acabariam as guerras e o desrespeito ao próximo na África, na América Central e no Oriente Médio; os políticos corruptos estariam presos como exemplo para as nossas crianças e novos governantes honestos e entusiasmados em servir aos cidadãos seriam escolhidos como modelo para os nossos jovens. Claro que não precisamos esperar pela magia para tomarmos uma atitude, nos movermos, fazermos a nossa parte. Cada um de nós tem todas as qualidades necessárias para sermos agentes de mudança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje com mais de 40, casada, mãe de dois filhos, profissional realizada, cidadã consciente e atuante, o que me faz rir quando penso na minha frase de adolescente, é que o legal, a grande magia, é exatamente o oposto - ter 40 anos com o entusiasmo dos 18 - para que o lema da “liberdade, igualdade e fraternidade” nos impulsione a agir em prol de um mundo melhor. E para isso, meus caros amigos, não é preciso ser feiticeira nem gênia de nenhum seriado de tv.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-1145367705770426477?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/1145367705770426477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/1145367705770426477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/11/tempotempotempo.html' title='Tempo...Tempo...Tempo'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-8168852172853328327</id><published>2009-11-09T19:17:00.003-02:00</published><updated>2009-11-09T19:54:20.327-02:00</updated><title type='text'>Seres Sociais e Falantes</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Começamos a balbuciar as primeiras palavras ainda bebês, repetindo o que nossos pais ou as pessoas mais próximas falam. São sílabas, palavras muitas vezes incompreensíveis, na tentativa de promover a comunicação para um patamar mais evoluído. Passamos a seres sociais e falantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;b&gt;E o que é exatamente falar? Como estruturamos esse sistema tão complexo?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A fala como expressão surge a partir da interação que estabelecemos com as pessoas ao nosso redor. Vamos absorvendo a forma, os padrões, os modelos do outro, inicialmente repetindo-os, depois dando uma nova roupagem e criando nosso próprio estilo, nossos próprios padrões e modelos. Por isso é tão importante a qualidade dessa interação, pois interagir, ou seja, agir em interação com o outro, significa captar seu mundo interno, perceber como processa as informações, como elabora suas opiniões, quais os paradigmas e crenças que estruturam e formam seus valores e suas verdades. Do contrário, seremos como um turista que anda em território estranho sem entender a cultura das pessoas que ali vivem, sem se colocar no lugar do outro e sentir a essência da mensagem que é transmitida. Estar em interação é exatamente isso – conhecer esse país tão singular e único chamado “Eu”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;b&gt;Mundo interno tem idioma próprio?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A nossa forma de falar é o idioma do nosso país interior; ela expressa nosso pensamento, nosso olhar sobre o que está fora, além dos nossos “limites territoriais”. Se nos expressamos com cordialidade, cooperação, nosso país está em paz, comungando de excelentes “relações internacionais”. Se nos expressamos com rispidez, arrogância, nossa fala – o “ministro das relações externas” –passa a mensagem de que não respeitamos os outros, nos sentimos superiores e melhores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;b&gt;Será? Será que muitas vezes não estamos apenas tentando esconder as fragilidades dos nossos “sistemas”?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;É por isso que o idioma representa a identidade de uma nação. Ele é uma forte marca do seu povo, da sua história. No nosso microssistema, a expressão da nossa fala é a nossa identidade, a forma como nos mostramos ao outro, seja pela entonação das palavras nas horas mais tensas e conflitantes; seja pela alegria ao relatar um feito; seja pela suavidade e sensibilidade quando confortamos, demonstramos nosso afeto, nossa gratidão; seja pela flexibilidade no uso das palavras quando interagimos com os mais diversos públicos; seja pela falta de palavras quando deixamos transparecer toda a nossa comoção e emoção; seja no mais profundo silêncio; por mais paradoxal que pareça, quando as palavras são dispensáveis, desnecessárias e insignificantes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quando falamos, estamos permitindo ao outro conhecer nosso mundo mais íntimo: demonstramos nossas emoções, nossa capacidade cognitiva, nossa inteligência, nossos valores morais; abrimos a porta da nossa casa e apresentamos nossos familiares, amigos, vizinhos; demonstramos empatia, solidariedade, compaixão; mostramos nossas fragilidades, nossos medos e anseios; falamos de projetos, sonhos, desejos pueris.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O que mais me fascina na interação com o outro é a mágica que acontece quando o nosso mundo interno se transforma: trocando idéias e experiências vividas, muitas vezes mudamos nosso olhar em relação aos fatos; modificamos posturas e atitudes; revemos crenças e paradigmas que pareciam inabaláveis; entendemos quão diferentes são esses países “Eus” e exercitamos a flexibilidade e aceitação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;E nessa interação, usufruindo de tantas preciosidades, de tantas experiências e aprendizados, podemos gradativamente afrouxar nossos “limites territoriais”, agregando “novos países” e criando “grandes continentes”. E relembrando a expressão que &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family:Calibri;mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-hansi-font-family:Calibri;mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Marshall Mc Luhan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; cunhou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, formaríamos uma verdadeira “aldeia global” de seres humanos sociais e falantes convivendo em harmonia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-8168852172853328327?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bethdeleo.blogspot.com/feeds/8168852172853328327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/11/seres-sociais-e-falantes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8168852172853328327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/8168852172853328327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/11/seres-sociais-e-falantes.html' title='Seres Sociais e Falantes'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-5688297789655445933</id><published>2009-10-22T15:20:00.000-02:00</published><updated>2009-10-22T15:29:17.641-02:00</updated><title type='text'>Vida de Artista</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Vida de artista é uma ótima metáfora para refletirmos sobre quem somos nós, entre tantos eus que vamos criando ao longo da nossa história. O ator é escalado para representar um papel e mergulha nesse universo novo e desconhecido que é um ser humano virtual e ao mesmo tempo tão real, para que o público possa se identificar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Na nossa vidinha diária, cotidiana, sem o glamour da mídia e sem os calorosos fãs, também vamos construindo nossos papeis, nossos eus: eu sou filha de... eu sou mãe de...eu sou esposa de...eu sou irmã de...eu sou amiga de...eu sou cuidadosa com meu corpo...eu sou voluntária em...eu sou profissional da área de...eu sou...eu sou... Nossa mente parece um terreno loteado de seres de vida própria, de hábitos diversos, de formas diferentes de ver o mundo. Cada um em seu espaço, com experiências e sentimentos singulares. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A grande arte da vida é colocar em sintonia e sinergia todos esses papeis, nossas subpersonalidades tão importantes e ricas para a construção e manutenção da nossa identidade. Aliás, para a qualidade da nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E como podemos fazer isto? Como exercitar, assim como o ator, entrar e sair e voltar e aprender com tudo que vamos experimentando?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Para mim a criatividade é uma prática bastante prazerosa e divertida de fazer essa integração. Segundo Jairo Siqueira, que cunhou o termo criatividade aplicada, nossa mente utiliza estratégias para criar e solucionar, de forma inconsciente, os desafios que surgem na nossa vida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Gosto muito de um deles que considero bastante rico. Chama-se “Outros pontos de vista”. Esta estratégia nos leva a “sair do quadrado”, da nossa forma habitual e muitas vezes linear de percebermos o mundo.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Vamos ver como funciona?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; Imagine que eu sou uma profissional que está desempregada. Com tempo livre, passo a exercer o papel de dona-de-casa com mais disponibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Como posso ser uma dona-de-casa eficiente, para usufruir melhor o tempo com outras atividades?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Nesse momento, eu posso trazer a experiência de outro papel – de administradora – que ao chegar à empresa analisa as prioridades do dia, organiza as tarefas dos colaboradores e delega responsabilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Como eu, no papel de gerente, faço para atingir os resultados e cumprir a agenda da equipe? Quais as qualidades e recursos que utilizo? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Para isso, transporto-me momentaneamente para o ambiente empresarial e volto trazendo, para meu papel dona-de-casa, as estratégias que funcionam na empresa – organizar as tarefas diárias da empregada doméstica, listar semanalmente os produtos para comprar no mercado, delegar para marido e filhos algumas atividades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Deu para perceber como papeis considerados tão distintos, em ambientes tão diversos, podem entrar em sinergia e colaborarem uns com os outros? A idéia da estratégia “Outros pontos de vista” é exatamente fazer um intercâmbio entre eles, onde a excelência de um pode ser aplicada em outros. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ao deixar meu papel de dona-de-casa mais estruturado, eu fico mais livre e menos cansada. Posso então deixar emergir os recursos de outro papel – de bailarina de jazz – a concentração, a disciplina, o prazer de trabalhar em grupo, a alegria e emprestá-los para um novo papel que posso desempenhar num momento que tenho tempo ocioso – ser voluntária de alguma ONG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A dinâmica empresarial inspirando o ambiente familiar a funcionar da melhor forma. Qualidades e recursos de um papel inspirando outros a atingirem seu objetivo e permitindo o surgimento de novos papeis. Mesmo em situações adversas como o desemprego. É a máxima de transformar um limão em limonada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;À medida que nos permitimos visitar outros papéis para pedir emprestado um pouco do seu olhar, do seu movimento peculiar, acabamos por transformar o papel que recebe, que absorve do outro. Vamos mudando naturalmente o figurino dos nossos personagens, às vezes um pouco fora de moda, ampliando suas possibilidades, ressignificando suas crenças, atualizando o roteiro para o que somos hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Assim como acontece na vida do artista, que mesmo interpretando pais, filhos, maridos, profissionais tantas vezes ao longo da sua carreira, nunca um papel é igual ao outro, assim somos nós, que vamos vivenciando com a maturidade, com as experiências diárias, novas facetas de papéis tão conhecidos, tão singulares, que nos presenteiam com surpresas inusitadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Que tal acabarmos com a imagem de nossa mente como um terreno loteado, retirando as cercas que bloqueiam nossa criatividade, permitindo que ela possa passear livre entre os campos, colhendo nossas melhores flores entre tantos eus? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Aposto que assim subiremos ao palco da vida muito mais leves, flexíveis e preparados para vivê-la plenamente. Lembrando sempre que somos um único ser humano de vários papéis que comungam de preciosas qualidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Que se abram as cortinas! Que comece o espetáculo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-5688297789655445933?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5688297789655445933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/5688297789655445933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/10/vida-de-artista.html' title='Vida de Artista'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-4742410465838562570</id><published>2009-10-04T20:24:00.000-02:00</published><updated>2009-10-04T20:25:59.826-02:00</updated><title type='text'>Meu Coração é Verde e Amarelo...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para a linha espiritualista, o verde é a energia do chacra cardíaco – do coração, centro dos sentimentos. O amarelo rege o chacra do plexo solar, região do nosso aparelho digestivo e excretor, centro emocional, onde assimilamos as informações do cotidiano que os nossos cinco sentidos captam. O azul representa a energia do chacra laríngeo, situado na garganta, centro da comunicação, da expressão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No nosso símbolo cívico maior, a bandeira nacional, o verde representa nossas matas, ambiente lúdico onde nasceram os nossos personagens folclóricos mais famosos. O nosso sentimento de brasilidade está intimamente ligado aos curupiras, sacis-pererês, caiporas, dentre outros. Poderíamos até dizer que o verde das nossas matas rege esse centro de sentimento nacionalista. O amarelo relembra nosso ouro. Talvez a nossa primeira percepção de colonizados tenha começado quando os portugueses exploraram nossos minerais, extraindo nossas pedras preciosas para enfeitar os alvos e bonitos pescoços das damas da corte. E assim, também como ocorre com o centro emocional energético, assimilamos a realidade ao nosso redor nos identificando como um povo de alma submissa, com sentimento de inferioridade e de olhar estupefato para tudo que ocorre acima da linha do equador e do outro lado do oceano. O azul, por fim, é o nosso céu límpido e nossas águas cristalinas. É a voz dos cantores e a fala dos escritores que atravessam mares, levando nossa musicalidade única e ao mesmo tempo tão impregnada de tantas outras culturas. É o nosso chacra que canta Tom Jobim, Jorge Ben, Daniela Mercury, Caetano e Chico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O grande desafio, segundo os espiritualistas, é manter os três chacras – cardíaco / emocional / da expressão – em harmonia, para que o chacra Ananda Khanda possa estar plenamente em funcionamento. Ele é o chacra da essência do verdadeiro Eu – nossa missão. A individuação do ser, segundo Jung.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qual seria então o grande desafio do Brasil? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Construir sua verdadeira identidade? Encontrar a sua missão de país continental, da América do Sul, dono da maior floresta do mundo, do maior litoral do mundo, do povo mais miscigenado do mundo, de uma das maiores economias do mundo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Que pena! Não foi isso que eu consegui perceber na comemoração da escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Comitiva brasileira presente em Kopenhagen e a multidão nas areias da praia de Copacabana foram uma prova nítida da relação dos chacras e das cores da nossa bandeira, pelo meu modesto olhar. O discurso dizia que pela primeira vez um país sul-americano, de terceiro mundo, era escolhido. Que nosso lindo país verdejante receberá os maiores atletas mundiais com seus atabaques e escolas de samba; que nossa feijoada e caipirinha serão os sabores da vitória para aqueles que brindarem com suas medalhas de ouro. Que chegou a vez do Brasil mostrar que pode gastar R$25,9 bilhões dos cofres públicos. Vale registrar que o orçamento 2009 para Saúde é de R$59 bilhões e para Educação é de R$ 41 bilhões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Podemos realmente gastar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sei que talvez fiquem estarrecidos com minhas palavras, sei também que talvez digam que estou sendo antinacionalista ou talvez até que devesse me mudar para outro país. O que posso dizer, no entanto, é que torci por Madri, Japão e Chicago, menos pelo nosso lindo Rio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Antes de enfeitarmos as ruas cariocas com os aros olímpicos, eu preferiria anunciar em outdooors fotos e fatos mostrando o Brasil com altíssimos índices educacionais, propagandas dos nossos ótimos postos de saúde e hospitais públicos, semblantes plácidos dos moradores dos bairros e cidades livres de violência e insegurança. Estes sim seriam motivos para sediarmos uma Olimpíada, seria nosso melhor marketing.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu preferiria ouvir que todo empenho empreendido pelo governo brasileiro em sediar as Olimpíadas tinha sido o mesmo direcionado para a excelência no tripé básico da cartilha governamental de um país sério e representante do seu povo: educação – saúde – segurança. Aí sim, o governo merecia a maior de todas as medalhas de ouro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu gostaria de sentir o comprometimento, a transparência e a retidão em cada ação governamental para utilizar tão alto orçamento, que vem do bolso de cada contribuinte, em projetos dignos e com foco na qualidade de vida do cidadão brasileiro. Aí sim, seríamos a melhor manchete nos jornais ao redor do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por tudo isto, sugiro uma mudança nos critérios para a indicação de cidades a sediar olimpíadas e copas do mundo: altos índices de IDH – índice de desenvolvimento humano. Somente com brasileiros saudáveis, seguros e educados com qualidade, poderemos receber grandes eventos e assim parafrasear a eterna Carmen Miranda dizendo: Yes, nós temos Olimpíadas. Ou, quem sabe, para não fugir do complexo de inferioridade nacional, parafrasear Barack Obama e dizer: Yes, we can!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-4742410465838562570?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4742410465838562570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4742410465838562570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/10/meu-coracao-e-verde-e-amarelo.html' title='Meu Coração é Verde e Amarelo...'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-4769834793890208796</id><published>2009-09-15T14:36:00.000-02:00</published><updated>2009-09-15T14:40:19.454-02:00</updated><title type='text'>Toque de Recolher ... Se Recolher...Se Tocar...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;“Quase duas semanas que não vou à escola, porque as aulas estão suspensas à noite”, disse nossa funcionária. Um grupo que controla a “boca” de fumo onde ela mora, no bairro de Portão, estabeleceu o &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;“toque de recolher”&lt;/b&gt; a partir das 19:30h, com cavaletes e homens fechando os acessos para Vila Nova. O que aconteceria para quem infringisse a “ordem”? Era só olhar para a cintura recheada de munição dos homens da gangue. Ela e outros moradores já estavam pensando em alugar outro imóvel para morar, até as coisas acalmarem. Placas de “vende-se” ou “aluga-se” foram proibidas, para não chamar a atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Graças a Deus, o pesadelo durou pouco, a “normalidade” voltou e as aulas recomeçaram também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Portão, para aqueles que são novos em Lauro de Freitas, fica do lado oposto a Vilas do Atlântico, do outro lado da Estrada do Coco, local tão antigo quanto o próprio município. O bairro tem esse nome, pois naquela área ficava o portão de entrada de uma antiga fazenda da região. Muitos antepassados de moradores foram escravos e acompanharam o surgimento e crescimento do lugarejo que um dia também já foi Santo Amaro de Ipitanga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Onde &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;estava&lt;/b&gt; a mídia que não noticiou o fato? Onde &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;está&lt;/b&gt; a mídia que deixa a violência dos bairros periféricos tão distante do conhecimento do restante da população? Será que não dá Ibope, que não gera a comoção e indignação como outros acontecimentos, não menos revoltosos, como a médica que foi morta por um psicopata ou o engenheiro da Ford que foi assassinado no posto de gasolina ou o menino arrastado por um carro no Rio ou a menina feita refém do namorado em São Paulo ou a gangue que invadiu um prédio de alto luxo ou...ou...ou... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Será que só resta espaço nos programas tipo show de horror, de humilhação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nossa funcionária contou que só tinha ouvido falar em toque de recolher na televisão, nos morros do Rio de Janeiro. Agora tudo acontecia bem ali, ao vivo e a cores, pertinho dela, nascida e criada na região, quando ainda era um lugar tranqüilo, de gente simples, de areia muito branca, rios limpos e muitas árvores frutíferas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Toque de recolher&lt;/b&gt;... termo usado durante guerras, pelos países europeus, para informar à população que era hora de deixar as ruas. Durante as guerras, tratava-se de uma forma de proteção às famílias e cidadãos. Hoje, para pessoas como nossa funcionária, ironicamente trata-se de uma intimidação, uma ordem dada por pessoas fora da lei, que se fazem lei, num território onde “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que não falta nos nossos noticiários são os mais diversos casos diários de violência. São tantos e tão espetacularmente anunciados, com simulações e depoimentos de especialistas, que a &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;banalização do sofrimento e a falta de respeito à cidadania&lt;/b&gt; já se instalaram. É parte obrigatória do roteiro diário dos editores-chefes. Os mais afortunados são as vítimas e os menos afortunados são os infratores. A velha fórmula do mocinho e do bandido cristalizada na tela da TV. E o que será que está por trás disso tudo? Quais as crenças que permeiam as decisões do que mostrar: o que dá mais comoção, o que escancara a falta de gestão pública, o que aumenta a discriminação social num país tão desigual, o que permite um show de horror? Onde está a denúncia séria, a indignação que rasga a alma, a cobrança por ações corretivas e preventivas? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Esqueceremos tudo daqui a uma semana quando outro caso for mais aterrorizante? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Algum tempo atrás, nos idos dos anos 70, os prédios não tinham grades e muitas casas não tinham muros. Nos anos 90, as novas construções eram rodeadas de muros altos e as janelas gradeadas já faziam parte da estética arquitetônica. Neste novo século, ainda na metade da primeira década, assistimos lançamentos imobiliários de verdadeiras mini-cidades, com acessos restritos, vigilância 24 horas, infra-estrutura completa para não ser necessário sair do território seguro. Feudos urbanos, repaginados, mais democráticos, com uma clara mensagem de medo e insegurança no seu conceito. Sim, pois de nada adianta ressaltar as áreas de lazer e de convívio; as pessoas estão sim, buscando formas de proteger suas famílias; de poder dormir com&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;tranquilidade, já que durante o dia não dá mais para andar tranqüilo pela cidade; de estabelecer algum limite entre o que se pode ter ingerência e o que não se pode controlar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Será que as classes A e B criaram seu próprio “toque de recolher”? Será? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para a grande maioria da população brasileira, no entanto, resta rezar e pedir por proteção, para que, ao final do dia, toda a família esteja reunida, recolhida ao seu lar, agradecendo mais um dia sem ser estatística ou notícia no segundo caderno do jornal. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por isso, caros leitores, mesmo com todo sentimento de impotência que insiste em invadir a minha alma, conclamo vocês não ao “toque de recolher”, à zona de conforto imaginária e sim, ao recolher-se para que sejamos tocados pela nossa mais profunda motivação, pelo senso de coletividade, de unidade que somos como seres humanos tolhidos do seu maior bem – &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;a liberdade de ir e vir com paz de espírito&lt;/b&gt; - para fazermos algo urgente, &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;JUNTOS&lt;/b&gt;, pois a mesma rua que se veste tantas vezes para a alegria, se desnuda diariamente do sonho de uma cidadania plena cada vez mais distante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Ou&lt;/b&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;será que continuamos pensando que nunca acontecerá conosco?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-4769834793890208796?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4769834793890208796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/4769834793890208796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/09/toque-de-recolher-se-recolherse-tocar.html' title='Toque de Recolher ... Se Recolher...Se Tocar...'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-735507275359651857</id><published>2009-08-31T17:28:00.003-02:00</published><updated>2009-08-31T17:53:25.170-02:00</updated><title type='text'>Um Brasil mais Cor de Rosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu era um lindo bebê, em 1965, quando a “Revista Querida” publicou a seguinte frase: “O lugar de mulher é no lar... o trabalho fora de casa masculiniza.” Mais do que uma frase, era uma sentença do comportamento adequado e um recado para aquelas que não aceitavam o estereótipo de “Amélia”, a rainha do lar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já se foram as décadas de 70, 80, 90, entramos em um novo século, e, se estas palavras fossem escritas hoje, com toda certeza seria por alguém bastante desatualizado vindo do seriado “Túnel do Tempo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O movimento feminista ao redor do mundo foi decisivo para que nós, mulheres, uníssemos forças para transformar essa crença limitante tão arraigada. Conseguimos mostrar à sociedade machista e patriarcal, que somos mais do que apenas “Amélias’; somos “Marias Quitérias”, “Chiquinhas Gonzagas” , “Fernandas Montenegros”, “Irmãs Dulces”, e tantas outras mulheres fantásticas que traduzem a coragem, a ousadia, a competência, a amorosidade nos seus diversos papéis. Sim, mulheres do século XXI, nossa identidade é formada por todas as mulheres que temos dentro de nós. Como uma atriz que busca dentro de si as qualidades e características importantes para desempenhar bem um personagem, também construímos os nossos papéis na vida, para fazer o melhor em cada situação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mãe, estou com fome! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Beth De Leo, solicito uma proposta para um treinamento....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ao cinema hoje, querida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Beth, preciso muito do seu ombro amigo para desabafar. Pode ser hoje à tarde?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Filha, você pode me acompanhar ao supermercado? Não estou muito disposto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nossa! Haja energia! A mente fica igual ao rádio do carro, mudando de dial para ouvir uma boa música ou os noticiários ou nada. Tudo dependendo do momento, da situação, da prioridade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saímos da frente do fogão e fomos para frente do computador; preparamos jantares e também relatórios importantes; somos a rainha do lar e também a gestora de projetos; somos a esposa e também a amante sensual que seduz o marido com um lingerie sexy.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida ficou mais dinâmica, com mais responsabilidades e com menos tempo. Para dar conta de tudo, nós, mulheres multifacetadas, contamos com a criatividade, jogo de cintura e administração do tempo. É incrível como o tempo é livre e senhor de si; só cabe a nós a ilusão que o controlamos. Pois sim, você que não cuide de organizar a agenda do dia, da semana, do mês, que ele passa e ainda dá um tchauzinho bem maroto. Claro que não é preciso tanta rigidez nessa programação; é importante deixar a folga para o imprevisto, a mudança de última hora, para que o stress e a ansiedade fiquem calminhos. Esses sim, podemos cuidar e manter sob controle, pois só depende de nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aproveitando as últimas notícias da semana nos diversos meios de comunicação, é bom começar a organizar os horários em 2010, talvez jantando mais cedo, pois, pela primeira vez na história democrática brasileira, vamos ter duas candidatas à sucessão presidencial. Espero assistir e ouvir a discursos com palavras bem femininas: a sustentabilidade – o respeito à mãe terra que tudo nos provê; a paz – a redução da violência permitindo que nós cidadãos tenhamos qualidade de vida nas cidades; a visão holística – cuidando do nosso país como um filho que é criado com um projeto de longo prazo; a ética – o resgate dos valores morais que são os pilares de uma sociedade democrática: justiça, honra e dignidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o grande passo na consolidação dos nossos diversos papéis na história brasileira. O sonho de ser a maior líder da nação, de uma sociedade, saindo da gerência de nossos lares para a gestão de um país continental como o Brasil. Talvez não seja dessa vez; talvez seja apenas o começo da mudança ou o primeiro passo para uma reflexão. O mais importante é que, depois de mostrarmos ao brasileiro que não nos masculinizamos quando saímos às ruas, agora será a vez de transformar o olhar machista em um olhar mais amplo, mais plural, mais cor de rosa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-735507275359651857?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/735507275359651857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/735507275359651857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/08/um-brasil-mais-cor-de-rosa.html' title='Um Brasil mais Cor de Rosa'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-7794233835905582975</id><published>2009-08-10T21:43:00.003-02:00</published><updated>2009-08-10T21:48:31.702-02:00</updated><title type='text'>Transitando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordei sábado com uma novidade na rua onde moro: a Prefeitura instalou dois redutores de velocidade, numa distância de 40 metros entre eles. Aliás, se eu for contar todos que existem no loteamento, não se assustem, são mais de 50. O mais intrigante é que, em vários locais, a melhor opção de equipamento de trânsito é a rotatória, até por serem cruzamentos próximos a escolas e estabelecimentos comerciais.&lt;br /&gt;Conversando sobre o assunto, e por isso estou a relatar o ocorrido, veio à minha mente a ideia dos redutores e da rotatória como metáforas das nossas condutas cotidianas. Será que somente o trânsito está caótico? Vamos refletir?&lt;br /&gt;Quando reduzimos a velocidade do carro para passar pelo redutor, não mudamos nossa atitude, mudamos apenas a marcha por conta de um obstáculo que nos é imposto ao longo do caminho. É uma ação de reação para que o carro não “pule”, forçando amortecedores, sendo desconfortável para o condutor e os passageiros. Uma atitude um tanto individualista e egocêntrica. Está dando para seguir minha viagem metafórica?&lt;br /&gt;Por outro lado, quando estamos dirigindo e em vias de ter acesso a uma rotatória, naturalmente reduzimos a velocidade e ficamos atentos aos carros que também estão a cruzar. E sem a reação que os redutores nos causam, esse movimento de percepção do todo gradativamente vai trazendo um novo olhar, um novo entendimento de que dependemos do outro para transitar com tranqüilidade e segurança, e vice-versa, pois todos têm o mesmo direito de entrar e sair da rotatória e cabe a cada motorista ser educado para que não se trave ou impeça a vida (oh! Desculpem o ato falho) o fluxo de.....fluir. Redundante, não? E desta vez, vê-se uma atitude mais solidária, com um sentido mais coletivo.&lt;br /&gt;Saindo das ruas e percorrendo o nosso caminho interior, o que será que estamos utilizando para sinalizar nossas ações cotidianas? Os “redutores” que servem de alerta para a pressa, a falta de atenção ao outro, as desculpas por não sermos pró-ativos, forçando a parada brusca, repentina às vezes? Ou será que preferimos a “rotatória”, com o exercício da gentileza, quando cedemos ao outro a nossa vez; o exercício da atenção, quando dedicamos um tempo do nosso dia para ouvir atentamente alguém que nos valoriza, nos solicita; o exercício da civilidade, quando entendemos que a nossa atitude reverbera de alguma forma no outro, sendo positiva ou negativamente ou o exercício da empatia, quando enxergamos no outro um ser igual a nós em suas dúvidas, dores e alegrias?&lt;br /&gt;Voltando às ruas... Será um novo tempo, o dia que todos nós cidadãos, motoristas e pedestres, fizermos do trânsito um laboratório diário de como viver em sociedade de forma harmoniosa, praticando o respeito e a gentileza. Pois assim, sairemos de nossos lares diariamente para trabalhar, estudar, fazer compras ou simplesmente dar uma caminhada, em ruas sem redutores e cheias de seres humanos de atitudes nobres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-7794233835905582975?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7794233835905582975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/7794233835905582975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/08/transitando.html' title='Transitando'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-3242186684762501160</id><published>2009-08-04T18:37:00.004-02:00</published><updated>2009-08-04T20:55:10.155-02:00</updated><title type='text'>A Matemática da Tranquilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outro dia contei aos meus filhos como era meu dia-a-dia no início da carreira como administradora, estagiando na área de planejamento, fazendo planilha de fluxo de caixa em folha de papel quadriculado, a caneta, rezando para que o chefe não entrasse dizendo que o cliente havia modificado alguma verba orçamentária, o que representava começar todo o trabalha novamente, levando mais ou menos uns 40 minutos. Sem contar os erros que aconteciam e, se não desse para apagar sem deixar vestígios, olha eu de novo refazendo o bendito fluxo de caixa.&lt;br /&gt;Hoje estou no paraíso; troco a palavra ou número, modifico o modelo da planilha à medida que vou inserindo novos dados, faço teste com as cores e fontes, o que não podemos fazer com nossa caligrafia, e ainda posso fazer modelos para escolha. Aliás, como gosto de sistematizar as informações, virou brincadeira criar planilha no excell para diversas coisas corriqueiras: lista de aniversários, telefones, supermercado, controle de despesas domésticas, previsão de gastos de uma festa, viagem, afazeres domésticos, rotina de filho, até os amigos pedem ajuda pela minha criatividade e rapidez. Atualmente faço parte do conselho fiscal do condomínio onde moro e já criei algumas planilhas para colaborar na operacionalização da área administrativo-financeira e nas atividades dos diversos empregados.&lt;br /&gt;Sabe o que mais me chama à atenção neste mundo de crises financeiras mundiais, inflação, desemprego... é que, diferente da maioria das empresas onde já existe a cultura de se planejar as receitas e despesas e prever a saúde financeira da organização a longo prazo, muitas pessoas nem têm ideia a quantas anda a saúde de seu bolso. Quando falo para meus amigos que eu e meu marido temos um orçamento doméstico aberto para doze meses, com as receitas e despesas previstas, facilitando a decisão sobre projetos futuros como viagens, cursos, troca de carro, eles acham graça e dizem que é coisa de administradora. Pois é, meus amigos queridos, isto nada tem a ver com profissão; talvez com organização, e acima de tudo, com qualidade de vida. Qualidade de vida sim senhor! Com a vida financeira descortinada em uma planilha anual, durmo tranqüila e sei o que posso usufruir com tranquilidade, sem tatear no escuro, sem criar grandes expectativas ou passar por frustrações ou problemas desnecessários. Também não dou vez ao consumismo tão comum nos dias de hoje, que já virou até doença, comprando por impulso ao lançar mão da mágica do cartão de crédito. Aliás, exclui este ícone da modernidade da minha vida a seis anos atrás. (sei que vão achar radicalismo, tudo bem!) Assim, o orçamento doméstico, a querida planilha, tornou-se uma ferramenta importante: nas tomadas de decisões baseadas em dados confiáveis; para meus filhos serem educados a lidar com o dinheiro de forma responsável; e o melhor de tudo, para minha pressão arterial, glicose, colesterol, triglicerídeos, hormônios, enfim, para meus corpos físico, emocional, mental e espiritual que são super saudáveis e nem sabem o que é remédio.&lt;br /&gt;Os budistas dizem que quando as coisas estão complicadas, é porque nos afastamos da simplicidade, da felicidade natural de uma vida sem stress, ansiedade. Como tenho a crença que dinheiro é muito importante para realizar meus projetos e sonhos, invisto em organização, administração financeira e noites bem dormidas, mesmo quando o ponto de equilíbrio receita x despesa anda apertado. Por isso, convido vocês a experimentar essa fórmula matemática de saúde plena e paz de espírito, que permite uma vida mais pé no chão, focada no aqui e no agora, convivendo serenamente com as pessoas que amamos, pois viver bem é muito mais qualidade do que quantidade, mesmo com toda a mídia nos dizendo o contrário. Que tal abrir o excell e criar a sua planilha? E isto não é coisa só para administradores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-3242186684762501160?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bethdeleo.blogspot.com/feeds/3242186684762501160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/08/matematica-da-tranquilidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/3242186684762501160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/3242186684762501160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/08/matematica-da-tranquilidade.html' title='A Matemática da Tranquilidade'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-752382187026870152.post-289038429380567131</id><published>2009-07-26T12:43:00.002-02:00</published><updated>2009-07-26T12:45:22.589-02:00</updated><title type='text'>Bem Vindos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho 45 anos. Como pretendo chegar, no mínimo, aos 90, creio estar na adolescência da minha vida. E talvez por isso, esteja me sentindo como aos 18, quando o meu olhar do mundo, do meu cotidiano era sempre muito questionador, irreverente, indignado. Vocês podem me perguntar se ele deixou de ser com o tempo e, pensando sobre isto agora, digo que não, que apenas me permitir usufruir intensamente as novas experiências que surgiam como a maternidade, o meu desabrochar como uma mulher mais madura, segura e confiante de si. Os filhos, então pequenos, ocuparam o espaço que era deles, fazendo com que naturalmente eu assumisse o papel de mãe e provedora com mais destaque em relação aos demais.&lt;br /&gt;O tempo passou, eles cresceram, fui amadurecendo e pude gradativamente rever as prioridades que emergiam, os meus papéis, os meus novos projetos e principalmente a minha missão. Procurei dar novo foco e novas lentes para o meu olhar, até então mais caseiro, mais quieto. Será mesmo?  Será que a minha inquietação, minha indignação ficaram tão adormecidas assim? Claro que não. Hoje entendo que não fiquei passiva, apenas permiti que a minha maturidade fosse sentindo os fatos, registrando-os. Trazendo- os à reflexão das causas, dos efeitos, dos novos padrões que surgiam. Levando-os para as rodas de amigos, de vizinhos, de colegas de trabalho, da família. Como se fazendo um laboratório para que eu fosse tomando consciência da minha maior habilidade ao longo da vida: saber absorver a essência do que acontecia ao meu redor e saber transmitir isso de uma forma bem estruturada, argumentada, com paixão e verdade nas minhas palavras. Era assim e tem sido assim o que as pessoas dizem: “Você, Beth, fala com verdade, com sentimento, com uma percepção dos fatos além da escrita, do verbalizado, do expressado.”&lt;br /&gt;Sempre gostei de escrever; na época do vestibular, pensei em fazer comunicação, jornalismo, publicidade e escolhi administração. Hoje essa escolha fica tão clara, pois as minhas habilidades de saber falar, me expressar, ter um raciocínio lógico e bem estruturado, ser sociável, sensível ao que acontece a mim e aos outros, ser questionadora, irreverente, fizeram de mim uma competente administradora, apaixonada pela profissão, por gente, pensando formas de fazer com que o dia-a-dia do trabalho fosse mais prazeroso, mais dinâmico, valorizando as ações e atitudes de cada pessoa que estava ao meu redor, como colaborador, cliente, fornecedor. Para ampliar mais ainda meu olhar, minha atuação, fiz a formação completa de programação neurolinguística – PNL, que hoje é a forma, o molde da minha expressão física, mental e emocional.&lt;br /&gt;E, voltando ao meu olhar, fico feliz, aliviada até, ao ver, ou melhor, ao sentir que ele não ficou “caseiro”, pois o mundo é minha casa também e nem ficou “quieto”, pois o silêncio da observação, da contemplação, é o primeiro passo para revermos nossas atitudes e partirmos para a ação.&lt;br /&gt;Hoje, dia 25 de julho de 2009, voltei a escrever e convido todos a fazer parte desse meu olhar, para que olhando juntos possamos refletir sobre esse fragmentado cotidiano que a mídia nos traz; para que possamos perceber os novos padrões que surgem; desatar os nós das emoções que sufocam o peito; ouvir o inaudível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/752382187026870152-289038429380567131?l=bethdeleo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bethdeleo.blogspot.com/feeds/289038429380567131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/07/bem-vindos.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/289038429380567131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/752382187026870152/posts/default/289038429380567131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bethdeleo.blogspot.com/2009/07/bem-vindos.html' title='Bem Vindos!'/><author><name>Beth De Leo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13992669889705131414</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_aykLfhtxx5w/SmOIKOOAtKI/AAAAAAAAAA4/CEnG1MWuhRE/S220/Foto+Beth+Gmail.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
